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Tem medo de falar em público? Confira 10 dicas para mandar bem e convencer a plateia

Um dos maiores medos humanos, se expor para um público é uma habilidade que se faz necessária em diversas áreas da vida, principalmente na área profissional. O Além da Facul foi buscar dicas com especialistas para que você treine em casa e desenvolva esta habilidade.

Pesquisas revelam que entre os três maiores medos humanos está falar em público. Em alguns casos esse temor aparece antes mesmo do que o medo de morrer. Mas por que tanta gente prefere morrer a falar para outras pessoas? Essa mesma pesquisa mostra que boa parte deste medo vem da falta de autoconfiança.

Neste post, o Além da Facul dá dicas não só para você se conhecer melhor e para conseguir falar melhor como técnicas trazidas por alguns de nossos especialistas com Kuis Vabo, professor do Insper de criatividade, liderança, e oratória, Basglia – que fala muito bem – e Celso Matsuda, professor da ECA- USP. Na nossa plataforma, Além da Facul + temos uma trilha completa de vídeos com esses profissionais falando mais do assunto.

Como vencer um dos maiores medos humanos

Além de buscar autoconhecimento, procurar por atenção na sua respiração existem algumas técnicas que podem ajudar para a sua perfornmance, seja ela na escola, faculdade, frente a seus colegas, em uma live, video conferência reunião ou apresentação qualquer seja um sucesso.

Para que tudo isso dê certo, é muito importante que você pratique todas as dicas dadas aqui. E para isso vale tudo: apresenta para um amigo, se filme fazendo a apresentação e depois assista. A prática vai te ajudar a vencer as barreiras e ir melhorando, vídeo após vídeo, tentativa após tentativa.

  1. Preparação do conteúdo

Aqui não há grandes segredos e não é a maior barreira das pessoas. Mas é fundamental frisar que para um orador ter autoconfiança e transmitir isso ao público é fundamental saber sobre o que se vai falar. A menos que você esteja em um exercício de improvisação ou em um momento em que improvisar seja necessário, você pode preparar um texto de apoio para te ajudar na sua fala.

Caso não goste de escrever textos ou preparar apresentações, faça uma anotação com tópicos – os bullet points – que poderão te orientar sobre o que falar. Qualquer que seja a forma, é importante ter um roteiro que guia sua linha de raciocínio. Isso, em caso de imprevistos ou interrupções de raciocínio, lhe darão a segurança de rapidamente retomar o assunto que você abordava antes da pausa inesperada.  

  1. Vestimenta adequada

Aquela famosa pergunta o que eu vou vestir precisa ser feita e muito bem planejada para uma apresentação. Qual é a impressão que você quer passar? Seriedade? Criatividade, algo mais descolado? É importante saber como é o ambiente da apresentação para ir de acordo com o local.

É tão inapropriado ir vestido de camiseta e bermuda em um ambiente que pede traje social como ir de terno e gravata ou tailleur em um ambiente mais informal, descolado. O Vabo, em seu MBA Fora de Hora fala que começou a usar o sapatenis para ficar mais descolado, nas suas palestras, pois ao usar um sapato social cria uma barreira com seu público.

Pesquisas mostram que as pessoas levam de 2 a 3 segundos para fazer uma imagem sobre quem vêem pela primeira vez. Por isso a roupa é tão importante. Nilma XXXX, também fala bastante sobre dicas de roupas e o que elas transmitem no vídeo do MBA fora de hora.

Tudo isso porque a roupa mostra uma imagem de quem você é e do conteúdo que você irá transmitir. Por isso, pode se adequar ou não ou código de quem irá receber essa mensagem. Celso Matsuda explica bastante sobre códigos de comunicação em nossa trilha de oratória no Além da Facul+.

Como o cérebro faz rapidamente um pré-julgamento daquilo que vê em poucos segundos o ideal é que a mensagem que você quer transmitir esteja de cara no que você vai usar. Seja uma roupa social, descolada, diferente, criativa. Avalie o conteúdo da sua mensagem e escolha o melhor traje que se adeque a situação proposta, de forma que ela abra o caminho para sua fala, seja mostrando autoridade, dando credibilidade ou denotando criatividade. 

  1. Postura

Na hora de falar, muitas vezes por insegurança, a tendência das pessoas é se mexer, pender em um joelho, ou fazer um jogo de movimento que incomoda quem assiste, o vai não vai, quase uma dança. O melhor a fazer para te dar segurança e facilitar sua impostação de voz é se manter com os dois pés no chão. Pode se mexer, mas se for andar, ande até um ponto, com um objetivo por uma razão. Não apenas por ansiedade, mas para usar isso a favor da sua exposição.

As mãos também devem ser usadas a seu favor. Procure manter as mãos em um quadrado imaginário limitado pela sua cintura, seu pescoço e seus ombros. No geral mantenha as mãos nesse limite. Pode sair do quadrado principalmente para se referir a passado e futuro, mas no geral, mãos no quadrado. E jamais cruze os braços ou coloque as mãos nos bolsos. Isso criará barreiras com sua plateia para a transmissão de conteúdos.

  1. olhar nos olhos da plateia

Essa é a etapa que mais causa tensão nos palestrantes e oradores. Fazer contato visual com seu interlocutor mostra que você está atento a ele e que o que você está transmitindo não é para um grupo, mas para ele pessoalmente. É fundamental mostrar seu interesse pela plateia. Esta técnica também permite que você tem controle e domínio da plateia – você percebe quem está dormindo, quem está interessado, quem discorda. 

Caso essa forma de palestrar seja assustadora para você, existe uma saída: ao invés de olhar o público diretamente nos olhos, busque o fundo da plateia ou mesmo encarar as pessoas na linha acima dos olhos, no começo da testa. Já passa a sensação de proximidade e vai dar a quem palestra uma espécie de refúgio de não olhar diretamente nos olhos. Mas isso é treino, com a prática, você passa a encarar as pessoas nos olhos sem grandes problemas.

  1. Vícios de linguagem

Ao falarmos com as pessoas, usualmente usamos algumas muletas da língua como o “eeee”, “bom”, “Então”, “veja bem”, “né”, “tipo assim”, entre outros. Em uma palestra, para você  tomar fôlego, relembrar aquilo que você vai dizer, ou mesmo se acalmar use o silêncio. Respire. Coloque atenção na forma como você respira e se livre dos vícios. 

Eles são tão corriqueiros que, normalmente, nem colocamos atenção neles. Por isso, é importante se ouvir falar – se grave e ouça depois, se grave em vídeo e assista – e vá corrigindo esses pontos, que quebram a linha de racicínio de quem está ouvindo. Ao invés de ganhar a confiança de quem está lhe assistindo, esses pontos quebram a linha condutora x=com a qual você conduzia seu público. Gera-se aí uma outra barreira desnecessária.

  1. Voz

Impostar a voz adequadamente ao falar, dar as pausas e controlar a velocidade da fala. Nossa! Quanta coisa para fazer ao mesmo tempo! Calma, é fácil. Se você estiver com a devida postura e respirar de forma calma, usando essas pausas de 1, 2, 3 segundos é imperceptível para quem ouve e você se acalma. Dessa forma, sua voz sai da maneira adequada, de forma precisa para transmitir todo o conteúdo que você precisa.

  1. Respiração

Respirar da maneira adequada vai auxiliar a desenvolver os dois ítens anteriores listados aqui: voz e evitar vícios de linguagem. Foque na sua respiração para acalmar. E alguns segundos que você respirar em silêncio, tomar uma água te darão tempo para pensar na próxima fala.

Por isso, respire com tranquilidade. Você está preparado, foque na respiração, volte para o seu resumo, imposte sua voz e fale o que você precisa dizer. Respire tranquilamente e use as pausas para respirar em silêncio, sem emitir sons de vícios de linguagem. até 3 segundos de silêncio não são perceptíveis pela plateia.

  1. Fale na linguagem do público para aproximar

Podemos utilizar a mesma língua, mas não necessariamente usamos os mesmos códigos. Os termos, as gírias, os sentidos de cada palavra ou símbolo utilizado naquele contexto podem ser diferentes para quem fala e quem ouve a mensagem. Por isso é muito importante saber segmentar seu público e saber qual a linguagem que ele utiliza.

Assim, se você se comunicará com jovens de 17 anos, é bom entender como eles falam entre si para usar uma linguagem familiar para eles. Você pode transmitir para eles o mesmo conteúdo – em termos de conhecimento – que será transmitido para o board de uma companhia multinacional explicando as tendências das próximas décadas. Contudo, para os jovens, a linguagem precisa de adaptações na forma de apresentar – que precisa ser mais interativa e de se chegar num consenso conjunto e até mesmo incluir elementos de gamefication na explicação – até na escolha das palavras, que deve aproximá-los e não afastar esse público do seu tema. 

  1. Ganhar autoconfiança

Treine, treine, treine. Tente se filmar, apresente para amigos, peça feedbacks e acima de tudo: busque melhorar a cada dia. Busque vencer seu medo e acima de tudo, procure ganhar e trabalhar sua autoconfiança. Luis Vabo indica em seu MBA fora de hora os vídeos  da Amy Cuddy, nos quais ela explica algumas técnicas simples de mudar sua postura por 2 minutos que lhe auxiliam a ganhar confiança.

Assim, você pode treinar estudar seu material e aos poucos vencer o medo de se expor em público e conseguir expor suas ideias e proposições da melhor maneira possível. 

  1. VIDEOS NO ADF+

Na nossa plataforma, construímos uma trilha completa de oratória, na qual consultamos especialistas que explicam como falar em público e o que falar. Ao entender as técnicas de timbre de voz, comunicação não verbal e posicionamento de palco e movimentação, aquele que fala seja numa reunião, numa palestra, numa aula ou apresentando uma tese consegue se comportar de acordo, como a situação pede e explanar da forma mais natural e assertiva possível para o público com o qual pretende direcionar seu conteúdo.

E, acima de tudo como ressaltamos diversas vezes aqui: treine, se coloque à prova. Vencer a barreira da vergonha fará com que você se exponha e tire aprendizados das situações não tão produtivas e consiga aos poucos melhor cada vez mais suas apresentações em público.

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