Conheça os tipos de liderança que existem

Parte 2

Conhecer é o primeiro passo para melhorar. O segundo texto sobre os tipos de liderança conclui a nossa lista de modelos que podem te ajudar a buscar referências de mercado. Vem com a gente!

Todo mundo quer ser líder, mas poucos sabem o trabalho que dá para chegar e se manter nessa posição. Por isso preparar-se para essa função e também buscar atualizações sobre o tema é uma das tarefas mais desafiadoras de quem ocupa a difícil cadeira do líder.

Como já dissemos, é uma habilidade e se aprende. No texto anterior listamos os seguintes tipos:

  1. Autocrático
  2. Autoritário
  3. Democrático
  4. Liberal
  5. Situacional
  6. Técnico 
  7. Motivador
Créditos: Envato

Vamos conhecer outros modelos?  Segue mais uma lista para rechear as suas anotações sobre este tema tão importante no meio corporativo:

8. Carismático

Também visto como paternal, esse modelo de gestão tem como ponto forte o engajamento do time e harmonização organizacional. Tende a ser aplicado por gestores persuasivos e que conseguem forte apelo emocional junto aos colaboradores. Excelente na resolução de conflitos, trabalha de acordo com a cultura da organização e devido a sua influência sobre os profissionais, consegue atingir bons resultados sem ser autoritário. Por ter people skills de sobra, tende a ser pouco reconhecido por suas habilidades técnicas, uma vez que seu comportamento se sobressai, pode ter dificuldade em dar feedbacks negativos – que pode atrapalhar projetos em andamento-, pode ser visto como amigo e não como profissional e por gerar um clima paternalista, pode gerar dificuldade ao gestor de analisar as situações com imparcialidade e colocar a empresa em risco por não impedir certas situações de acontecerem.

9. Coach

O foco deste modelo é em desenvolver o potencial da equipe. Ele estimula que os colaboradores se aperfeiçoem no que fazem e ainda identifica competências, habilidades e talentos do time. As vantagens desse modelo estão no foco ao desempenho dos funcionários, mais compromisso dos colaboradores com as causas, constante processo de feedback, aprimoramento coletivo de todos com alta frequência. Como desvantagens principais, esse modelo se mostra ineficiente quando a as pessoas não querem mudar de comportamento ou mudar, toma muito tempo do gestor na dedicação às equipes, deixando menos espaço para decisões estratégicas e eventualmente pode comprometer entregas de curto prazo para que se foque na melhoria de um determinado membro da equipe.

Muita respnsabilidade, muita preparação: ser líder exige muito desenvolvimento principalmente de people skills / Créditos: Envato

10. Coercitivo

Típico chefe tradicional. Comanda pelo poder, não permite crescimento de seus colaboradores, pois tem medo que esses tomem seu lugar e transferem essa insegurança para seu estilo de gestão, se tornando o chefe “mandão”. Centralizadores, todo o poder está em suas mãos, normalmente adotado por figuras bastante individualistas. Não aceita questionamentos às suas ordens, nem sugestões de melhores metodologias. Acaba por distanciar líderes de liderados e não gera relação de confiança, respeito e empatia mútua entre as partes. Quando dá feedbacks, só faz os negativos. Tem como pontos fortes a gana por resultados – que geralmente alcança – e a facilidade em lidar com colaboradores de difícil temperamento. Por não gerar uma relação saudável no ambiente de trabalho onde se passa a maior parte do tempo, esse perfil está em franca decadência – não engaja times, não é sustentável a longo prazo e não encanta nem colaboradores, nem clientes. Os consumidores tendem a cancelar marcas e empresas que incentivam líderes com essa postura. O tipo de perfil “meça suas palavras (e atitudes), parça.”

11. Marcador de ritmo

Sabe o colega workaholic? Quando ele vira chefe adota esse modelo de gestão. Ele lidera pelo exemplo e busca alto desempenho em tudo. Passa a sensação de que sua vida se resume a alcançar objetivos profissionais. É um gestor que chega mais cedo e fica até mais tarde, hands on e nunca vai deixar o time em apuros – ele joga junto na hora do aperto. As vantagens desse modelo é a proximidade do líder e do time e a alta performance da equipe. As desvantagens é que em alguns casos, o gestor distorcer o conceito de engajamento e não respeitar ritmos saudáveis de trabalho ao esperar a mesma dedicação de seus colaboradores. Pode causar baixa satisfação e desmotivação no time e o foco exclusivo em resultados pode chegar ao individualismo excessivo.

A posição de destaque exige jogo de cintura, sangue frio e sabedoria nas tomadas de decisão / Créditos: Envato

12. Centralizador

Outro tipo clássico das organizações e o perfil habitual de quem está na primeira situação de liderança. Toma decisões sem consultar a equipe, com pouco embasamento e não costuma delegar funções – e quando o faz, quer aprovar antes de permitir a execução. A vantagem de gestão nesse modelo é para equipes pouco maduras que precisam de bastante direcionamento a respeito do que fazer – não necessariamente jovens, uma vez que as novas gerações tendem a ser insubordinadas nesse tipo de relação de trabalho. A desvantagem é o baixo engajamento de equipes, pois estes sentem seu trabalho pouco valorizado, além da sobrecarga de tarefas ao gestor que traz para si a execução de tudo e atrasa as entregas.

Liderar requer aprimoramento constante / Créditos: Envato

13. Inspirador

Esse modelo se baseia em gestores que desenvolveram bem people skills como ética, comunicação assertiva e facilidade de delegar funções. Os gestores que trabalham nesse modelo são bons exemplos para todos da empresa, incluindo sua equipe. Reúne ética, senso de imparcialidade e justiça, tem retidão no trabalho e o executa suas funções com competência. Lidera pela admiração e respeito que conquista das pessoas a sua volta. Seu carisma motiva o time, sem a necessidade de dar muitas ordens. É um líder que direciona o trabalho e se coloca à disposição para auxiliar a equipe na execução. Como vantagem, esse modelo habitualmente gera confiança e senso de responsabilidade nos membros da equipe. Como desvantagem pode não ser um modelo eficiente em equipes que não sejam naturalmente motivadas e focadas na melhoria de resultados. Esse líder também pode gerar algum atrito com outras figuras da empresa – com personalidades mais questionadoras e fortes, tendendo a comportamentos mais tradicionais e avessos a mudanças – que podem não apoiar seu modelo de trabalho.

14. Visionário

Por fim, o modelo visionário de gestão. Com foco no futuro, são líderes que tem planos a longo prazo e estão ligados em inovação, quebra de paradigmas, mudança de comportamento padrão. Ele consegue enxergar objetivos maiores e grandes ganhos em metas que só se concretizaram em resultados efetivos em um espaço de tempo razoável. A vantagem desse modelo é que trabalha muito com o imaginário, intangível e tem uma enorme facilidade de atrair talentos. E entre as desvantagem está justamente a dificuldade de mantê-los e motivá-los: nem todos os talentos atraídos se convencem que os louros são colhidos em um futuro distante. Além de tender a dificuldades de entregas de curto prazo. 

E existem mais tipos além desses, que você vai encontrar e aprender com seus pontos fortes e fracos. O importante é saber que de cada um deles é possível aprender e aplicar o que se faz necessário, em cada processo, em cada situação em cada modelo de negócio e em cada conjunto de pessoas.

E não há perfil de liderança perfeito: situações, times e negócios diferentes exigem modelos diferentes – híbridos, por vezes. Todos têm pontos fortes e fracos. Cada um se adequa a casos específicos de projetos, organizações e perfis de equipe. E o modo de aplicá-los dependerá de inúmeros fatores, entre eles as people skills dos gestores e da equipe e a flexibilidade da empresa para aplicação de modelos diferentes. Cada ambiente vai exigir uma análise para definição e aplicação de uma metodologia específica que gere aumento de produtividade e engajamento dos funcionários. 

E se você se interessa por conteúdo sobre liderança, você não pode ficar de fora da Jornada da Liderança. O que?! Não sabe o que é isso? Então clica aqui agora e participe desse movimento!

Por Samantha Costa Ramos

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